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Pacote De Relatos — EconTra 2017 (5 De 7)

Pacote de relatos — EconTra 2017 (5 de 7)

Prezados Associados,

Para quem não pôde comparecer ao 1º Encontro Nacional de Tradutores Públicos e Intérpretes Comerciais – EnconTra 2017, que aconteceu nos dias 16 e 17 de setembro em São Paulo, aqui vai o primeiro pacotão de relatos sobre o evento. Os relatos são de inteira responsabilidade dos respectivos autores.

Por CAMILA RASSI (1 de 5):

O primeiro encontro nacional dos tradutores juramentados aconteceu este ano, na cidade de São Paulo, no Novotel Jaraguá São Paulo Conventions, que é um hotel muito lindo e tradicional desta cidade e que já hospedou muitas celebridades, como a rainha Elisabeth II, Sophia Loren, Juscelino Kubitscheck, Fidel Castro, Federico Fellini, Jânio Quadros, Alain Delon e tantas outras pessoas da nossa história. Achei muito boa a localização do hotel, situado no centro da capital, perto de muitos restaurantes, bares e lugares interessantes de se visitar. Achei muito prático que o evento tenha acontecido em um hotel. Muitos de nós nos hospedamos ali e apreciamos o conforto e a praticidade.

Estávamos em 134 participantes, sendo 13 do Paraná, ou seja, representamos 10% das pessoas ali presentes. Contamos com a presença de participantes de vários lugares: Argentina (2), Bahia (1), Ceará (2), Distrito Federal (4), Goiás (2), Mato Grosso do Sul (1), Minas Gerais (5), Pará (1), Rio de Janeiro (18), Rio Grande do Sul (5), Santa Catarina (4), São Paulo (72) e Uruguai (1).

Vários temas de extrema importância foram abordados. A palestrante Monica Hruby fez uma palestra sobre os Juramentados Unidos, e falou sobre a luta em Brasília e a vulnerabilidade da tradução juramentada no momento atual. Trata-se de uma causa e de uma luta que ainda não foram ganhas. Mais do que nunca, precisamos nos manter unidos, melhorar continuamente a comunicação entre nós e estar conscientes da importância de nos mantermos associados e conseguirmos novos sócios, porque os resultados vêm deste esforço coletivo.

Ernesta Ganzo nos falou sobre a Certificação Digital e Certidão de Tradução Pública. Ela nos conta como vem trabalhando e substituindo os documentos impressos por documentos digitais. O passo a passo deste processo e momento de transição ainda parece muito confuso para a maioria, e precisaremos de muitos encontros e discussões para conseguirmos esclarecer cada ponto que faz parte deste sistema como um todo. No próximo encontro da ATPP, que acontecerá no dia 30 de setembro deste mês, este tema será abordado.

Tivemos também a presença de dois juízes que atuam na cidade de Guarulhos, onde existe uma quantidade muito grande de réus estrangeiros. Eles relatam suas inúmeras dificuldades no que concerne ao trabalho de interpretação. Não existe tradutor juramentado de diversos idiomas e dialetos, e o juiz simplesmente nomeia alguém que julgue poder ajudá-lo neste contexto. Os juízes sentem a necessidade de que este serviço seja mais profissional e mais próximo da realidade do que acontece nos tribunais de países desenvolvidos. O tema foi bastante polêmico e evidenciou-se uma dificuldade decorrente de falta de informação, por parte dos juízes, e por dificuldades de entendimento e comunicação entre os juízes e os TPICs. Apesar de muitos momentos de tensão no auditório, foi importante que “as cartas tenham sido postas sobre a mesa”, o que deu início a um diálogo e à possível busca de soluções que venham atender aos anseios e objetivos de ambas as partes.

A palestrante Marcia Hoffmann falou sobre a Organização do Poder Judiciário no Brasil. Sua apresentação nos fez perceber que existem diferentes formas de organização deste poder nos diferentes países, o que pode representar dificuldades no momento de realizarmos traduções. Que termos usados no Brasil se equivalem ou não a termos usados em outros países?

A mesa redonda com os representantes das diversas associações de TPICs também foi interessante, pois pudemos conhecer mais as outras associações e saber o que elas têm feito por e através de seus associados. Esses momentos de troca nos permitem conhecer o panorama de modo mais geral e os problemas e conquistas centrais de cada associação. É uma oportunidade, para cada associação, de enxergar ideias que foram ou que são positivas para as outras associações, e tentar aplicá-las à nossa.

Tive o prazer de conhecer pessoalmente o palestrante José Henrique Lamensdorf, que nos falou sobre orçamento.

A palestra sobre Apostilamento e o Tradutor Público também foi bastante polêmica, e nos faz perceber que ainda estamos “engatinhando” no que se refere às dificuldades deste procedimento que vem sendo adotado há pouco mais de um ano. Cartorários e tradutores terão ainda que dialogar bastante para se chegar a um procedimento padronizado que seja satisfatório para ambos.

Foram muitas aprendizagens, novos contatos, agradáveis coffee-breaks e conversas de corredor que só têm a contribuir com nossa formação profissional. Agradeço à ATPP mais uma vez por esta oportunidade.

Por ANDREA ANDRI DORIS (2 de 5):

O EnconTra foi organizado pela ATPIESP (Associação dos Tradutores Públicos e Intérpretes do Estado de São Paulo). A iniciativa foi proposta em maio de 2017 em reunião com as 8 associações de tradutores públicos do Brasil. Todas as associações concordaram e a ATPIESP em poucos meses organizou um evento muito relevante para nosso ofício.

Desde setembro de 2015 um movimento pela união e compartilhamento de experiências entre TPICs vem tomando corpo e este evento foi, sem sombra de dúvida, um momento da mais alta relevância.

Das 8 associações, 7 tinham representantes e foi bastante gratificante poder conhecer TPICs do Pará e do Mato Grosso do Sul e ver que também eles desejam mais integração.

Vou me ater a um tema em específico: As ações em Brasília. Este foi o tema abordado pela colega Monica Hruby (presidente da ATP Rio).

Quando em 25 de fevereiro de 2016, surgiu a informação que um Projeto de Lei, sob número 4625/2016, fora apresentado ao Congresso Nacional em caráter de urgência constitucional, imediatamente começaram as articulações entre as Associações.

Um extenso trabalho de busca de informações e de entendimento sobre trâmites para o processo de votação de uma lei passou a fazer parte do dia a dia de tradutores públicos que um dia voluntariamente decidiram participar de uma associação em seu estado. Foram momentos muito tensos para as diretorias e em especial para os membros das diretorias que ficaram encarregados de buscar meios para chegar à Brasília e conversar com deputados, assessores, funcionários de alto escalão do poder executivo (responsáveis pela redação do PL 4625/2016) e efetivamente entrar no Congresso, muitas vezes contando com a colaboração da Polícia Legislativa que depois de tanta insistência acabava liberando a entrada de um ou dois de TPICs…

Em um espaço de tempo de aproximadamente 30 dias, já era conhecido o processo, e se tentava a todo custo ter assinaturas para que emendas fossem aceitas ao texto original. Isto porque a urgência constitucional levaria o PL a uma votação em curtíssimo prazo.

A situação política se agravou, a urgência constitucional foi retirada e se por um lado isto nos deu tempo, também trouxe um desafio que seria a manutenção da regularidade de presença em Brasília. Monica Hruby se prontificou a manter suas viagens para lá e tem contado com o apoio de colegas residentes em Brasília e Goiânia que a acompanham, no que chama de “ronda”, que são visitas a diversos gabinetes e comissões envolvidos com a tramitação do PL 4625/2016.

Na montanha russa política que o Brasil vive, fica impossível prever quando chegará o dia para votação deste PL. Até lá muitas viagens ainda serão necessárias.

Atualmente o PL já passou pela CDEICS (Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços), foram propostas alterações, muitas das quais tiveram como base pedidos que os TPICs fizeram, em especial destaque a manutenção do concurso, e agora o PL está na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). Nesta comissão novos estudos são feitos e pode ser gerado um substitutivo que siga o que veio da CEDEICS ou sofra mais alterações.

Até que siga para votação deve demorar, mas se há algo aprendido nestes meses, é que nada segue regras dentro do Congresso. Por este motivo, a Monica tem ido com certa regularidade a Brasília para acompanhar o andamento dentro da comissão e tentar não der pega de surpresa com o PL indo para votação sem se saber.

As Associações são constantemente abastecidas com informações do andamento em Brasília, mas pouco se pode fazer além de nos mantermos unidos e firmes no propósito assumido em março de 2016. Usar de toda nossa energia e meios para manter o ofício de Tradutor Público.

Por SUZANA FUKUMOTO (3 de 5):

Apesar de estar atuando como tradutora pública juramentada há 5 anos, foi a primeira vez que participei de um encontro de tradutores com tradutores de outros estados. De início fiquei um pouco preocupada, pois não sabia como me sentiria inserida num meio desconhecido, pois não tenho muito contato com tradutores de outras regiões.

Sempre pensei em me associar à Abrates mas ainda não sou associada e pretendo no futuro próximo estar me associando, para que possa participar mais e mais destes encontros e aumentar minha bagagem de conhecimento.

Procuro participar sempre das reuniões da ATPP que acho sempre bastante interessante, mas esta experiência de participar do EnconTra foi muito boa, tirando-me da zona de conforto do meio que conheço.

Há várias coisas que gostei do EnconTra, mas primeiramente, o número representativo dos tradutores do Paraná me deixou bastante surpresa. Pude constatar como somos um número significativo e como somos unidos. Foi muito bacana reencontrar amigos tradutores que normalmente só revemos aqui em Curitiba, encontrar também num contexto externo. Eu que estava preocupada em me sentir um pouco deslocada, acabei que me sentindo muito bem. Pude também conhecer um pouco melhor os nossos colegas tradutores do Paraná, que por sinal, todos muito bacanas.

As palestras algumas muito interessantes e curiosas, algumas nem tanto, porém, sempre temos algo a aprender. Somente fiquei um pouco com dó dos palestrantes, pois infelizmente foram interrompidos tantas vezes que não havia como não se perderem nas suas falas.  Acredito que todos tem opiniões contrárias ou alternativas, porém o respeito ao palestrante deve vir em primeiro lugar, na minha opinião, pois foram convidados e estavam ali para dividirem informações, por mais que não sejam as que os ouvintes queriam ouvir, mas estavam para passar, dividir seu conhecimento e informação. Todos tem direito de se expressar, mas acho que há momentos certos e palavras certas para se pronunciar. Acredito que muitos devem ter sentido o mesmo que eu e percebido desconforto em alguns palestrantes. Que isso sirva de aprendizado para que no próximo encontro isso possa ser evitado.

O tempo de cada palestra também achei que foi um pouco curto. Teve palestra que a palestrante não conseguiu falar a metade do que havia preparado. Pelo menos foi esta a impressão que tive. Talvez menos palestras e mais tempo com profundidade no assunto seria melhor aproveitado. Não sei se seria o caso, mas se tivesse momento para perguntas e respostas separadamente com o tempo do palestrante, talvez as coisas fluíssem melhor.  Imagino que talvez tudo isso tenha sido discutido e os organizadores pensaram em muitas coisas para a sua realização. O que acontece nos bastidores não sabemos, mas como disse anteriormente, tudo poderá ser considerado na realização do próximo EnconTra.

Espero que o próximo EnconTra seja aqui no Paraná, como havíamos sugerido durante o EnconTra de São Paulo. Temos uma diretoria muito competente, associados unidos e talvez com esse EnconTra sendo realizado aqui no Paraná, talvez consigamos fazer com que os outros tradutores ainda não associados se associem. Gostaria de ver a nossa Associação do Paraná cada vez mais fortalecido e unidos.

Com a experiência deste 1º EnconTra, poderíamos realizar o próximo EnconTra aqui no Paraná, levando em consideração os erros e acertos deste primeiro. Com certeza será uma realização bastante trabalhosa e que necessitará de muitas pessoas envolvidas e comprometidas para isso, mas acredito nos associados competentes que temos e tenho a certeza de que seria muito bacana e muito bem realizado.

Com certeza me colocarei à disposição para ajudar no que for necessário, caso o próximo EnconTra seja realizado aqui em Curitiba.

Enfim, uma experiência muito bacana em São Paulo. Espero poder participar mais no futuro agora que senti o gostinho de conhecer pessoas novas e ampliar mais conhecimento.

Por AUDREY MAZUR CURY (4 de 5):

Com duração de dois dias, o 1º EnconTra teve início no sábado com a palestra de Monica Hruby, que recapitulou a luta do grupo juramentados unidos em Brasília e apresentou a evolução dos fatos referentes ao PL que pretende desburocratizar as atividades dos agentes auxiliares do comércio, em detrimento da segurança jurídica das traduções públicas. Falou também sobre a importância de ser associado e inteirar-se dos acontecimentos, pois uma classe unida tem muito mais representatividade.

Em seguida, Ernesta Ganzo discorreu sobre o entendimento dela da tradução pública como uma “certidão de tradução”. Falou também sobre como a introdução da apostila otimizou o processo de legalização dos documentos e tornou o tramite internacional de documentos mais simples. Mas a palestra foi essencialmente sobre Certificação Digital e o consequente aumento da eficiência e desburocratização do ofício, com o registro virtual de traduções e a entrega de traduções por meio de arquivo digital certificado. Pergunta mais marcante da palestra: “Onde compro um Token”? ?

No começo da tarde, os participantes se dividiram entre os workshops de Paulo Roberto de Moura Lopes – CAT Tools (Trados) and Machine Translation – e Carlos Rangel – Ferramentas Web para tradutores Públicos e Intérpretes Comerciais.

A última palestra do sábado foi apresentada pela juíza Barbara de Lima. Foi altamente controversa e causou a revolta de alguns colegas por conta da incompatibilidade do valor pago aos intérpretes pelo tribunal e do previsto em nossa tabela, entre outras questões. Questionou-se que não somos peritos e sim auxiliares da justiça. A Juíza fez observações que foram interpretadas como insinuações sobre a má qualidade de nosso trabalho, causando a revolta de alguns ouvintes. De qualquer maneira, foi apresentado o que se espera de nosso trabalho, conforme segue:

  • Precisão e completude
  • Neutralidade, imparcialidade e distanciamento
  • Confidencialidade
  • Honestidade e transparência quanto às qualificações profissionais
  • Compostura e permanente atualização profissional

Adorei a seguinte colocação durante a apresentação: “Não é porque você tem mão que pode tocar piano (não lembro a fonte), não é porque você toca piano que pode tocar Chopin.”  Sentimos isso na pele na nossa profissão e, para mim, só reforça a premissa de que, como em todas as profissões, é necessário estar em constante formação.

O domingo iniciou com a palestra da também juíza (e astróloga) Marcia Hofmann, que destrinchou a tripartição dos poderes no Brasil e estabeleceu algumas comparações mostrando a diferença do judiciário entre países.

Na parte final da manhã, tivemos a mesa redonda das Associações Brasileiras e Latino Americanas (ACETESP, ACTP, ASTRAJUR-RS, ATP-GO, ATPIESP, ATP-MG, ATPP, ATP-RIO, CTPCBA, CTPU). Cada associação apresentou algumas informações sobre a própria organização, tal como o número de associados e outras curiosidades.

A palestra de Karine Maria Famer Rocha Boselli, Diretora de Registro Civil das Pessoas Naturais da ANOREG e Oficial de Registro Civil das Pessoas Naturais do 18ª Subdistrito – Ipiranga – Comarca da Capital, que em teoria deveria ter sido sobre Apostilamento causou o levantamento de inúmeras questões por parte dos tradutores e acabou por desviar o foco da palestra, impedindo a Oficial de concluir o que havia preparado. Dentre as questões levantadas, discutiu-se a possibilidade de tradução bicolunada para idiomas que não usam o alfabeto latino, dados do tradutor expostos nas duas línguas no papel timbrado, necessidade de reconhecimento de firma do tradutor, etc.

No período da tarde, havia duas opções de workshop. Optei pelo da advogada MARIA REGINA ALBERNAZ, que trouxe uma análise de risco de um contrato de concessão de aeroportos realizada pelo escritório dela para discutirmos alguns termos e conceitos em conjunto – no formato de oficina mesmo – e sua respectiva tradução. Ela comentou como as traduções ipsis literis, decorrentes da falta de interpretação, são recorrentes no escritório dela.

No encerramento, Irineu Franco Perpetuo, falou bem descontraidamente sobre tradução literária. Essa última apresentação pareceu um pouco perdida no meio dos outros temas que foram apresentados, mas foi interessante.

Agradeço imensamente a oportunidade!

Por ANDRÉ RIEKES BRUEL (5 de 5):

A semana que antecedeu o 1º Encontro Nacional de Tradutores Públicos e Intérpretes Comerciais – EnconTra 2017 foi bastante corrida, o que se refletiu desde o voo de Curitiba para São Paulo até a os dias que sucederam o evento. Para mim, isso significou meras quatro horas de sono na madrugada de sábado, um esforço que valeu a pena pelo contato intenso que pude ter com os colegas. A minha ida até o Aeroporto Afonso Pena teve a prazerosa companhia da Diretora Cultural da ATPP e foi seguida por um encontro com a nossa vice-presidente, uma de nossas secretárias e mais uma associada. Já o retorno, do Novotel São Paulo Jaraguá Conventions ao Aeroporto de Guarulhos, aconteceu em um Uber compartilhado com a vice-presidente da Associação Catarinense de Tradutores Públicos – ACTP e o presidente da Associação de Tradutores Públicos e Intérpretes Comerciais de Goiás – ATP-GO, com quem tive o prazer de passar diversas horas até que embarcássemos para nossas respectivas cidades.

Quanto ao evento em si, a ATPIESP merece a nossa salva de palmas pela organização e execução, que beirou a perfeição. As calorosas discussões acabaram gerando algum atraso e a distribuição dos temas poderia ter sido melhor explorada, mas nada disso tira o mérito da equipe que trabalhou na realização desse importante encontro.

Durante os dois dias de congresso, um dos pontos que pude observar é que alguns tradutores ainda estão distantes de uma compreensão adequada da tradumática, ou seja, o uso da informática na tradução. Isso vai de recursos básicos de pesquisa a ferramentas que já deveriam ser cotidianas a todos os tradutores, como programas de reconhecimento óptico de caracteres. Em duas oportunidades, duas palestras diferentes eram realizadas em um mesmo horário, aguçando nossa curiosidade e deixando um gostinho de quero mais em quem queria participar das duas. Uma possível solução seria manter um tema único nas duas salas, mas dividido em nível iniciante e avançado (ao menos no caso da tradumática). As famosas CAT tools também foram abordadas.

Os colegas se mostraram muito interessados em todos os temas e foram bem participativos, mas em alguns casos com intensidade desproporcional. Palestrantes que defendiam interesses comuns a eles próprios e a nós tradutores acabaram sofrendo uma certa hostilidade por parte de uma minoria, a um ponto tal que gerou pedidos de desculpas por parte de diversos presentes durante as conversas posteriores às apresentações. Por outro lado, ficou evidente a insatisfação de muitos tradutores públicos com relação a questões como apostilamento e contratação de intérpretes nem sempre qualificados para atender trabalhos de cunho legal.

A troca de experiências foi extremamente enriquecedora. Foi muito importante poder observar de perto as ideias, procedimentos e pontos de vista dos colegas de outros estados. Algo que pude levantar em conversas individuais foi a questão do orçamento. Enquanto boa parte dos colegas calcula o valor final da tradução/versão com base na contagem do documento original, outra boa parte entende que deve passar uma estimativa aproximada ao cliente e só chegar a um valor final quando o trabalho estiver concluído. Em outro tópico, fiquei muito orgulhosos em ver que a ATPP está na vanguarda em vários aspectos, como em termos de representatividade associativa. Naturalmente, pudemos absorver também diversas boas ideias para melhorar ainda mais o que já vem sendo feito de bom por aqui. Um ponto que merece destaque é o conceito de aproximação junto aos associados do interior, que deve ganhar mais atenção nos próximos meses.

Os anfitriões do EnconTra 2017 destacaram a importância de seguirmos realizando o evento nos próximos anos. Foi sugerido um intervalo de dois anos entre cada edição, mas o volume de discussões gerado no congresso bem como o atual momento que vive a tradução pública no país indicam que um intervalo de um ano pode ser ainda mais adequado. Sempre apresentando grande representatividade no cenário tradutório nacional, o Paraná manifestou sua vontade em sediar a próxima edição, o que foi muito bem recebido nas conversas de corredor. Seja o próximo encontro em nosso estado ou fora dele, já estou ansioso em repetir a experiência!

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